Em coletiva de imprensa realizada na noite da última quarta-feira, em São Paulo, a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) divulgou o balanço sobre a evolução do mercado em novembro.
Como era esperado pela entidade, a produção de equipamentos e o número de vendas no mercado interno permaneceram em alta no comparativo ao mês de outubro e ao ano de 2005, enquanto o índice de exportação registrou a antecipada queda.
Entre os meses de janeiro e novembro, 1 milhão, 344 mil e 595 motocicletas foram produzidas pelas fabricantes associadas, volume 19,5% superior as 1 milhão, 125 mil e 150 unidades que saíram da linha de montagem durante o mesmo período do ano passado.
Em relação a outubro, a produção de novembro foi 6,3% superior, com 141 mil e 838 motos confeccionas, contra 133 mil e 418 unidades produzidas no mês anterior. No comparativo com novembro de 2005, o avanço foi de 26,3%.
“Nossa indústria está produzindo quase com sua capacidade máxima instalada e esse crescimento deverá permanecer pelos próximos anos de maneira mais equilibrada, sem grandes saltos de produção, mas sim com crescimento sustentável”, analisou Paulo Shuiti Takeuchi, presidente da Abraciclo.
Para 2007, a Abraciclo mantém perspectiva de crescimento da produção em 11,3%, chegando à marca de 1 milhão e 600 mil motocicletas produzidas.
Quanto às vendas ao Mercado Interno, o número alcançado até agora — no cumulativo do ano — foi de 1 milhão, 185 mil e 497, volume 26,1% superior as 940 mil e 400 unidades comercializadas durante o mesmo período de 2005.
As vendas do último mês foram ligeiramente maiores em relação a outubro passado. Em novembro deste ano, foram vendidas 124 mil e 343 máquinas motorizadas, crescimento de 2,8% em relação as 120 mil e 903 unidades comercializadas no mês anterior e de 33% em comparação as 93 mil e 460 motocicletas vendidas em todo território brasileiro em novembro de 2005.
Graças ao preço, diversidade de modelos populares, linhas de financiamento e consórcio, os veículos de duas rodas estão cada vez mais acessíveis ao consumidor. As motos de 100 a 250 cilindradas foram as mais vendidas em 2006 e as regiões Sudeste, com mais de 40%, seguida do Nordeste, com pouco mais de 20% e da região Sul, com aproximadamente 18%, lideraram o ranking da distribuição geográfica de vendas ao mercado interno.
Em São Paulo, por exemplo, o volume de motocicletas comercializado foi superior no interior do Estado e representou pouco mais de 17% das vendas na região sudeste no período, contra os 7% na capital. “As vendas continuam demonstrando a alta aceitação da motocicleta como veículo racional, aliado à facilidade no momento de aquisição por parte do consumidor”, analisou o presidente da Abraciclo.
Para 2007, a entidade mantém perspectiva de crescimento de 14% para vendas ao mercado interno, chegando à marca de 1 milhão e 450 mil motocicletas comercializadas.
O último tópico discutido foi o das exportações, que em novembro emplacou 10.319 motocicletas para outros países, volume 3,5% menor que o de outubro deste ano, quando foram comercializadas 10.698 unidades, e 23,5% inferior as exportações de novembro de 2005.
No acumulado de janeiro a novembro, 154.937 motos foram vendidas ao mercado externo, enquanto que no mesmo período do ano passado 172.337 unidades foram exportadas. A queda registrada do período vigente foi de 10,1%.
De acordo com o presidente da Abraciclo, as montadoras associadas continuam com os esforços para manter os mercados conquistados, mas entretanto a tendência é de que o volume exportado em 2007 seja 9% inferior ao do ano passado, chegando a 150 mil unidades.
A análise geral dos dados, no entanto, mostra a crescente absorção da cultura da motocicleta como meio de transporte eficiente nos grandes centros urbanos e, inclusive, nas áreas rurais.
O setor dos veículos de duas rodas já ocupa o terceiro lugar em faturamento no Pólo Industrial de Manaus e até o final deste ano, de acordo com a Abraciclo, serão produzidas 1 milhão e 438 mil motos e mais 1 milhão e 273 mil unidades serão comercializadas no mercado interno brasileiro.
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