Ainda não é oficial, mas já circula na Europa a notícia de que a 30ª edição do Rally Dakar, com início previsto para amanhã em Lisboa, foi cancelada em função dos recentes atentados terroristas ocorridos na Mauritânia, onde a competição disputaria oito de suas 15 etapas.
A informação foi dada na manhã desta sexta-feira por Daniel Bilalian, diretor de esportes da France-Televisions — uma das principais patrocinadoras da prova —, em entrevista à radio “Europe 1”. “É um duro golpe, mas o bom senso prevaleceu”, disse Bilalian.
De acordo com o site “Autosport”, uma fonte próxima à organização do Dakar revelou que o anúncio do cancelamento do Rally acontecerá logo mais às 13h00, em Portugal.
O medo quanto à segurança dos competidores teve início na véspera do Natal, quando quatro turistas franceses foram mortos em um atentado — atribuído à Al Qaeda por alguns governos — na Mauritânia. Três dias depois, quatro soldados mauritânios morreram em outra ação terrorista.
Apesar do temor, os dirigentes do Dakar haviam inicialmente negado qualquer tipo de cancelamento das etapas mauritânias, alegando terem a garantia de segurança de todos os participantes por parte de mais de três mil agentes de segurança, que fariam o cerco da região.
Ontem, porém, o governo francês emitiu um comunicado aconselhando os competidores de sua nação a não participar das especiais da Mauritânia. “Os organizadores do rali foram informados dos riscos de terrorismo durante uma reunião no Ministério de Relações Exteriores e Européias”, disse o porta-voz do governo francês, Laurent Wauquiez.
O 30º Rally Dakar seria disputado entre os dias 5 e 20 deste mês, totalizando 9.723 quilômetros entre Portugal e Senegal, passando também por Marrocos e pela abalada Mauritânia.