Falar sobre segurança é mais do que obrigatório para todos os envolvidos com a realização do Rally Dakar. Na categoria motos, este importante tema levou a KTM a adotar um acessório extra para cada um de seus pilotos, o leatt brace.
Desenvolvido nos últimos cinco anos por uma equipe de sul-africanos, o colar feito em carbono assenta nos ombros e tem como missão proteger a coluna cervical dos motociclistas, caso venham a sofrer uma queda ao longo do percurso pelo deserto africano.
“O médico Chris Leatt, um apaixonado por enduro, foi o principal responsável pelo projeto”, disse Karl Eber, diretor de marketing da Leatt Force, empresa que fabrica o dispositivo.
“Ele observou a necessidade de existir um produto de proteção ao piloto de motocicleta, que está sempre sujeito a lesões em caso de queda, por mais simples que seja. Por isso criou o colar”, acrescentou.
Esta é a primeira vez que o leatt brace é utilizado no Dakar. “Trata-se de uma das provas mais exigentes do mundo e, por tal motivo, o palco ideal para comprovar a qualidade e os benefícios do aparelho”, completou Eber.
O interesse da KTM pelo acessório não foi por acaso. A marca austríaca perdeu nomes importantes nas últimas edições da competição off-road, como Fabrizio Meoni, Richard Sainct e Andy Caldecott.
A expectativa da montadora é que o investimento seja eficaz e faça com que o infeliz adjetivo de "Rally da Morte" não seja mais condizente com a prova.
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