Motovelocidade
Motovelocidade
Durante o Grande Prêmio da República Checa, portas se fecharam e se abriram para Jorge Lorenzo. A Repsol Honda anunciou que não irá mais contratar o jovem talento, já a Ducati, se mostrou interessada.
Os rumores que Lorenzo trocaria a Fiat Yamaha – equipe onde fez sua estréia na MotoGP em 2008 e conseguiu três vitórias, 14 pódios e oito poles – pela Repsol Honda no ano que vem, circulam deste a segunda etapa, no Japão.
É difícil saber quão sério Lorenzo considerava mudar para a Honda, mas os comentários do presidente da marca, Tetsuo Suzuki, em Brno, acabaram com as chances disso acontecer este ano. “Nós conversamos com Lorenzo e concluímos que Daniel Pedrosa e Andrea Dovizioso eram a melhor escolha para nós, e não temos planos de fornecer outra moto à ele”, disse Suzuki.
Talvez a HRC (Honda Racing) chegou a conclusão, assim como todos nos bastidores, de que Lorenzo usou a negociação com a Honda como ferramenta para tentar aumentar seu salário na Yamaha.
Lorenzo disse abertamente que a YZR-M1 é a melhor máquina da MotoGP e que está feliz com a equipe, mas, ao que parece, quer uma igualdade financeira com seu companheiro de equipe, o octocampeão, Valentino Rossi.
De acordo com a revista esportiva espanhola AS and Rider, Rossi ganha cerca de 14 milhões de euros no ano, enquanto seu companheiro recebe dois milhões. A nova oferta oferecida pela Yamaha seria de quatro milhões.
Entretanto, o abandono de Casey Stoner da última e das próximas duas etapas e a incerteza do futuro do australiano na MotoGP por conta da misteriosa doença que o atingiu, causou o repentino interessa da Ducati por Lorenzo.
Dependendo extremamente de Stoner para seu sucesso na classe rainha, a Ducati Marlboro disse estar preparada para oferecer a Lorenzo de seis a oito milhões de euros ao ano, num contrato de dois anos. O salário atual de Stoner é de quatro milhões.
Lorenzo poderá correr como companheiro de equipe de Stoner na próxima temporada, ou substituí-lo caso o pior aconteça e o piloto australiano não consiga entrar em forma para a temporada do ano que vem.
Após cair e abandonar a última etapa quando estava na liderança, Lorenzo está agora 50 pontos atrás de Rossi, mas continua 12 na frente de Stoner e 27 pontos na frente de Pedrosa, faltando apenas seis rodadas para o fim da corrida pelo título.