Desde a última terça-feira, os motociclistas de todo o país recuperaram o direito de utilizar pneus recondicionados em seus veículos. A medida foi tomada pela juíza da 7ª Vara Federal de Brasília, Candice Galvão Jobim, que suspendeu a decisão do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) — vigente desde 1º de janeiro — de proibir o uso de compostos reformados, bem como rodas que apresentassem quebras, trincas e deformações.
O objetivo da proibição era aumentar a segurança no trânsito e diminuir os números de acidentes e de vítimas. A Associação Brasileira de Ressolagem, no entanto, contestou o veredicto, alegando que os pneumáticos não apresentavam riscos aos usuários e que mais de 1,5 mil empregos seriam extintos caso a determinação fosse mantida.
Para aumentar a confiança dos consumidores nos ressolados, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) vai fazer novos testes para testar a resistência dos pneus. Os resultados, porém, ainda não têm data para serem divulgados.
Quem fosse flagrado usando os recondicionados, teria de pagar multa de R$ 127,69 e ainda ficar sujeito à apreensão do veículo, quer ele fosse um ciclomotor, motoneta, motocicleta ou triciclo.
Segundo o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) de São Paulo, a frota de motos no Estado é de aproximadamente dois milhões. Na cidade, o número fica em torno de 489 mil.