GP do Brasil 2026: Goiânia consagra retorno da MotoGP com casa cheia
A Convidada da CBM, nossa equipe acompanhou de perto a intensidade das categorias Moto3, Moto2 e o espetáculo sonoro da classe rainha - MotoGP
Por Marcio Viana
Por Marcio Viana
O campeonato voltou a Goiânia neste ultimo final de semana, após um longo hiato de mais de 35 anos, consolidando o retorno !!
da categoria ao Brasil. Goiânia foi palco das três primeiras edições do GP do Brasil de MotoGP, realizadas entre 1987 e 1989, depois foi para Jacarépagua - Rio de Janeiro. O evento fez parte do calendário mundial entre 1995 e 2004 antes de ser descontinuado por politicagem, e o prefeito na época Cesar Maia não assinar a concessão do autodromo e transformou no Parque Olimpico que foi usados poucas vezes. Lamentei muito na epoca !!

Foto - CBM - Corrida Sprint - Foto: Beto Issa/MotoGP Brasil
Assistir a uma etapa da MotoGP no Brasil é uma experiência que desafia os sentidos e mexe com o DNA de um país apaixonado por velocidade. Como especialista, posso dizer que o retorno recente a Goiânia (2026) resgatou uma atmosfera que estava adormecida há 22 anos, desde a última vez em Jacarepaguá.

Credito - CBM - Diogo Moreira - Foto: Alex Farias/MotoGP Brasil
Moto 2 e Moto 3 uma disputa a parte e emocionante do inicio ao fim, onde na ultima curva é definido o ganhador. Na MotoGP o que me impressionou foi ouvir o ronco das 1000cc com uma potencia absurda de 250 a 300CV. Os protótipos atingem velocidades superiores a 350 kms/hr e pesando 160 kgs.

Baseado em relatos de quem viveu o paddock e as arquibancadas, assistir à MotoGP ao vivo é descrito como um evento visceral.
*O Som: Diferente da TV, o ronco de uma MotoGP de 1000cc não é apenas ouvido; ele é sentido. Quando o grid de 22 motos larga, a vibração no asfalto e nas arquibancadas é muito forte .
*A Velocidade Visual: Ver um piloto como Jorge Martín, Marc Márquez ou Diogo Nogueira inclinar a moto a 64° a mais de 200 km/h em uma curva é algo que desafia as leis da física. Os relatos comuns dizem que "a TV parece estar em câmera lenta" comparado à realidade.
*O Calor Humano: O público brasileiro é conhecido por ser um dos mais barulhentos. Em Goiânia, o apoio ao brasileiro Diogo Moreira criou um clima de estádio de futebol, com bandeirões e gritos que superavam o barulho dos motores nas voltas de desaceleração.

A MotoGP é um dos esportes em duas rodas mais caros e tecnologicamente avançados do planeta. O valor não está apenas no "preço de tabela", mas no desenvolvimento.
*O Valor da Moto: Um protótipo de fábrica (como a Ducati Desmosedici ou a Honda RC213V) não tem um preço de venda, mas o custo estimado de produção e materiais gira entre € 2 milhões e € 4 milhões (aprox. R$ 11 a R$ 22 milhões por unidade). É um grande laboratorio para desenvolvimento das motos de rua.
*O Orçamento das Equipes: Uma equipe de ponta gasta entre € 40 milhões e € 50 milhões por temporada para manter a estrutura, logística e desenvolvimento.
*Impacto Econômico no Brasil: A etapa de 2026 em Goiânia movimentou mais de R$ 800 milhões, impactando diretamente o turismo, hotelaria e gerando cerca de R$ 130 milhões em impostos para o estado.

Credito - CBM - Diogo Moreira (#11) - Foto: Bruno Motta/MotoGP Brasil
O "Berço" Goiano: Muita gente associa o motociclismo a Interlagos, mas a primeira etapa da história do Mundial no Brasil foi em Goiânia (1987), vencida pela lenda Wayne Gardner.
O Fenômeno Rossi: Foi em solo brasileiro, no Rio de Janeiro (1997), que um jovem Valentino Rossi conquistou sua primeira vitória nas 125cc em solo nacional, iniciando o mito que se tornaria.

Credito CBM - Franco Morbidelli - Foto: Alex Farias/MotoGP Brasi
Calor Extremo: A etapa de Goiânia é historicamente uma das mais difíceis para os pneus e para o físico dos pilotos, com temperaturas de pista que podem ultrapassar os 55°C. No domingo, a combinação de alfalto novo e calor, fez com que a prova diminuisse 8 voltas, passando de 31 para 23 voltas, para não prejudicar os pilotos.
Logística Gigante: Para a etapa brasileira, são transportadas cerca de 380 toneladas de equipamentos em aviões cargueiros exclusivos, incluindo motos, peças e toda a estrutura de transmissão. O montar e desmotar os boxes é muito rapido. São equipes grandes dedicadas na logistica.
Curiosidade Técnica: Você sabia que os discos de freio de carbono das motos só funcionam quando atingem temperaturas entre 200°C e 800°C? Em uma pista travada como Goiânia, eles ficam literalmente incandescentes (vermelhos) nas frenagens após a reta principal.

Credito - CBM - Corrida Sprint - Foto: Beto Issa/MotoGP Brasi
A logística para chegar no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, foi uma operação complexa e de grande escala, envolvendo a movimentação de cerca de 500 toneladas de equipamentos. A organização envolveu parcerias entre o Governo de Goiás, Prefeitura, PRF (Polícia Rodoviária Federal) e Brasil Motorsports para garantir o transporte. Foram usados 384 para levar o publico ao autodromo, o que na ida no começo do dia foi de boa, pois varios grupos foram em horarios diferentes, mas na volta na hora que acabou o treino no Sabado, foi um CAOS o retorno.
Em outra materia darei mais detalhes como foi a etapa o que os pilotos acharam de correr no Brasil.
Credito imagens - CBM(Confederaçao Brasileira de Motociclismo) - https://www.cbm.esp.br/
Receba notícias de moto.com.br
Envie está denúncia somente em caso de irregularidades no comentário